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13 de Março de 2026
Com atuação integrada às políticas públicas e foco em transformação social, o Instituto CEJAM vem consolidando o voluntariado como uma das principais estratégias para ampliar o acesso à saúde, fortalecer vínculos comunitários e promover cidadania em territórios de maior vulnerabilidade. Nos últimos 12 meses, a organização mobilizou 1.058 voluntários, que doaram mais de 19 mil horas em ações socioambientais e beneficiaram diretamente 37.730 pessoas em diferentes regiões onde o CEJAM atua.
Criado para potencializar o impacto social da organização que gerencia unidades de saúde pelo país, o Instituto CEJAM desenvolve projetos nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, assistência social e desenvolvimento comunitário, articulando parcerias com o poder público, organizações e lideranças locais.
“Nosso trabalho parte da escuta do território e da valorização das pessoas que vivem ali. O voluntariado não é apenas sobre ajudar, mas sobre construir soluções em parceria com a comunidade, com continuidade, responsabilidade e vínculo”, afirma Vanderley Junio, gestor do programa de voluntariado do CEJAM.
Atualmente, o programa está estruturado em três frentes: gestão local do voluntariado nas unidades, engajamento social externo e voluntariado corporativo. Juntas, se desdobram em seis categorias de atuação: voluntariado ativo nos programas sociais próprios, hospitalar, projeto Voluntários da Saúde em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, em eventos institucionais, protagonista — quando moradores desenvolvem ações em suas próprias comunidades — e corporativo, voltado aos colaboradores do CEJAM.
As iniciativas acontecem em todos os territórios de atuação da organização e são geridas localmente, com acompanhamento por um sistema de indicadores que monitora horas doadas, perfil dos voluntários, número de beneficiários e resultados percebidos nas unidades.
Um dos exemplos mais recentes vem do Hospital Geral de Itapevi, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e gerenciada pelo CEJAM, onde ações de palhaçaria e capelania realizadas por voluntários passaram a integrar a rotina de cuidado aos pacientes.
Com frequência semanal e quinzenal, os grupos promovem acolhimento, escuta, leveza e suporte emocional dentro da unidade. Apenas no último mês, foram 154 ações realizadas, 1.810 pessoas beneficiadas, 63 voluntários engajados e mais de 300 horas doadas. “Esse tipo de iniciativa mostra que saúde não é só assistência clínica. É também vínculo, dignidade e qualidade de vida, tanto para quem está internado quanto para quem trabalha ali”, destaca.
Além das ações diretas em unidades de saúde, o Instituto mantém parcerias com creches, organizações sociais, grupos comunitários, instituições religiosas, coletivos culturais e programas de intercâmbio, ampliando as frentes de atuação dos voluntários em temas como educação, inclusão social, assistência a populações vulneráveis e fortalecimento de redes locais.
Segundo Vanderley, esse trabalho tem refletido em indicadores concretos: além do alcance crescente, o programa registra taxa de satisfação de 85% entre os voluntários e relatos recorrentes de melhoria no ambiente institucional e no vínculo entre serviços de saúde e comunidade.
Entre os voluntários está Fernando Lemos. “A vontade de ajudar vem da minha família, mas foi ouvindo o Vanderley falar sobre voluntariado em um evento do Instituto CEJAM que decidi colocar a mão na massa. Aquilo me contagiou. Hoje, procuro oferecer não só um serviço técnico, mas um olhar atento e acolhedor a cada pessoa atendida”, relata.
Uma das experiências mais marcantes de Fernando envolveu o acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social para inserção no mercado de trabalho. Ele conta que apoiou dois jovens — um deles usuário de drogas e outro com deficiência intelectual — a superarem barreiras sociais e preconceitos até conquistarem oportunidades profissionais.
“Foi difícil, mas hoje ambos estão inseridos no mercado e vivendo como cidadãos. Também acompanhei uma pessoa com deficiência intelectual que sonhava em se casar e precisava de apoio para organizar esse momento. Tive o privilégio de ser padrinho do casamento. O voluntariado no CEJAM vai além da assistência; é devolver dignidade e esperança por meio de gestos simples de escuta”, diz.
Para Vanderley, histórias como essa refletem princípios centrais da instituição, como humanização, responsabilidade social e solidariedade. “Quando o voluntário acolhe, escuta e constrói junto, ele transforma a experiência de cuidado em algo mais próximo, mais digno. Isso fortalece o vínculo comunitário, combate o isolamento social e amplia o acesso a direitos, especialmente em territórios mais vulneráveis”, afirma.
Nos últimos anos, o programa passou por uma reestruturação que ampliou sua presença territorial, criou grupos locais de gestão, estabeleceu trilhas de desenvolvimento para engajamento progressivo dos participantes e consolidou novas frentes de atuação, como o projeto Voluntários da Saúde. Para 2026, uma das prioridades é fortalecer ainda mais o voluntariado corporativo, ampliando o engajamento de colaboradores do CEJAM, além de expandir a presença do programa para 100% das unidades geridas pela organização.
Para Fernando, a experiência no Instituto também transformou sua própria visão sobre cidadania e cuidado. “Aprendi que exercer a cidadania é ser parte ativa da solução nas comunidades. No CEJAM, entendi que ‘gente cuidando de gente’ é um compromisso diário que transforma tanto quem recebe quanto quem oferece cuidado. Amo pessoas, amo ser voluntário, porque onde há amor, há voluntário”, resume.
Para mais informações sobre o programa, acesse: https://instituto.cejam.org.br/voluntarios/.
Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento
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